segunda-feira, 19 de junho de 2017

 Thiago Pereira sobre aposentadoria: 
"A natação vai ser minha vida pra sempre"
 Por Sonia Vieira 
 “Deixei de competir, mas natação vai ser minha vida pra sempre”.
 É assim que o nadador Thiago Pereira, aos 31 anos e com uma trajetória premiada, fala de sua aposentadoria. 
“Foram 20 anos de carreira e, quando olho para trás, me sinto realizado.
 A vida de atleta é dura, mas não me arrependo de nada. Faria tudo de novo.” 
Maior medalhista brasileiro dos Jogos Pan-Americanos, com 23 medalhas, e sete mundiais, Thiago demonstrou amor pela água quando ainda tinha 1 ano e meio.
 Ele pulou na piscina e quase morreu afogado. 
“Fui salvo por meu primo de 6 anos. Era um domingo e, no outro dia, minha mãe me matriculou na natação”, lembra o atleta, natural de Volta Redonda, no Rio de Janeiro. 
 Casado com a advogada Gabriela Pauletti desde 2013, ele comemora uma nova fase da vida. 
“Tenho vários planos de carreira e todos ligados ao esporte. 
Pretendo levar a mensagem de que nadar salva vidas. 
Nem só pela prática esportiva, mas aprender a nadar é fundamental e questão de sobrevivência.” 
 “Foi uma decisão difícil. Depois dos Jogos Olímpicos Rio 2016, decidi tirar um tempo e ter dois, três meses de férias... 
Fora da água, percebi que sentia falta das coisas boas do esporte, das competições, das viagens, dos meus amigos. 
Parei em março, mas, vire e mexe, dou umas treinadinhas (risos). 
A gente tem que saber a hora de parar. Foram 20 anos de carreira. Me sinto realizado.” 
 APOIO DA FAMÍLIA
 “Foi muito bom, mas, ao mesmo tempo, foi difícil. A gente fica feliz com tudo o que conquistou como atleta. Mas eu sentia muita falta dos eventos de família. Minha mulher e minha mãe sempre me apoiaram nas minhas decisões. Sempre estiveram ao meu lado.” 

 PLANOS PARA O FUTURO 
“Tudo será relacionado com a natação. Algumas coisas já estão acontecendo, como o Thiago Pereira Swim Camp e o Troféu Thiago Pereira. Venho também me preparando para dar palestras. Além disso, pretendo levar a mensagem de que nadar salva vidas.”
 INSPIRAÇÕES
 “Quando pequeno, eu tive oportunidade de ver, nos anos 90, o Gustavo Borges e o Xuxa (Fernando Scherer) ganhando as medalhas e acompanhei o final da carreira deles. Viajamos juntos aos Jogos Pan-Americanos. Aconteceu em uma época que estava tomando uma decisão: nadar ou não. Estar com eles foi fundamental para mim.” 

 VIAGENS
 “O esporte me levou a conhecer todos os continentes. Em 2002, eu tinha 16 anos, comecei a viajar e fui para a Austrália. Já dei uma rodadinha, mas morei por muito tempo em Los Angeles e na Flórida, nos Estados Unidos.”

 FILHOS
 “Agora não. Eu e Gabriela voltamos dos EUA em dezembro. Estamos reorganizando a nossa vida. Minha base agora é São Paulo. Para a vida que eu levo, a cidade tem todas as facilidades. Ter filho agora não daria muito certo. Vamos deixar mais para frente.”
FONTE/QUEM

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