sexta-feira, 21 de julho de 2017

 Revelação de 'Novo Mundo', Felipe Silcler diz:
 'Quero muito ser protagonista' 
Por Beatriz Bourroul 
 Felipe Silcler tem se destacado como Libério na novela Novo Mundo. 
Na trama, o ator interpreta um jornalista com uma conturbada história de amor com Cecília (Isabella Dragão).
 O ator já havia interpretado o personagem Cascudo em Totalmente Demais e está feliz por interpretar um personagem em uma trama de época, ambientada no século XIX. 
“O personagem nasceu livre, mas é filho de uma escrava. 
Ele é um abolicionista e luta contra a escravidão”, disse. 
 Admirador de Taís Araújo e Lázaro Ramos, Felipe fala ainda sobre a discriminação com negros.
 “Preconceito racial existe, sim. Só que nunca levei para mim. Sentia olhares, sabe? 
Como fiz teatro, acho que aprendi a lidar melhor com essas questões.
 Já fiz até Jesus Cristo! Fui um Jesus Cristo negro. 
Neste aspecto, o teatro é democrático e a TV é mais quadradinha.” 
 Quando começou a carreira artística? 
Eu faço teatro desde os 11 anos. Meus pais sempre me apoiaram. Fazia teatro na escola desde menino e, aos 11, comecei a fazer curso no Rio. Eu me formei na escola técnica Martins Pena e, de lá pra cá, fiz muito teatro. 

 Como surgiu a chance de fazer Novo Mundo?
 Fiz teste. Estava no Chile e a produtora ligou para casa sobre a possibilidade do trabalho. Já voltaria na semana seguinte. Fiz o teste e esperei o resultado. Demorei um mês para saber que tinha sido aprovado. Foi um período de muita ansiedade. 

 Como foi a construção do personagem? 
 A fase de preparação e workshops é muito boa. Tive aula de etiqueta, de prosódia... Afinal, é uma outra forma de falar por ser uma novela de época. Deixei o cabelo crescer, a barba crescer. Acho fundamental que um personagem seja diferente do outro. O visual ajuda construir a história dos personagens e fico feliz por ser uma novela ambientada em outra época, nunca tinha feito um trabalho assim. A preparação teve início em novembro e as gravações se intensificaram para mim em março. Entrei no capítulo 22 da novela. 

 Como são os bastidores de Novo Mundo? 
O elenco é muito querido. Os protagonistas são jovens. O Caco Ciocler é com quem contraceno direto. A Isabella Dragão também tem muitas cenas comigo. A novela está muito bonita. Curioso que, antes, eu não gostava de ver as minhas cenas. Hoje, aprendi a me assistir. Eu gosto. Acho que ajuda a me aprimorar. 
 Isabella Silcler e Felipe Silcler caracterizados como Cecília e Libério para 'Novo Mundo' 

O que gosta de fazer no tempo livre? Dá tempo para namorar?
Estou solteiro, por enquanto. Estou focado na minha carreira, mas a gente recebe o roteiro antecipadamente e dá para organizar as vida. É que estou em uma fase mais tranquila. Já fui mais baladeiro. Na época da faculdade, eu ia mais. 

 Você se formou em quê? 
 Sou formado em publicidade e propaganda, mas não pretendo parar de atuar. Quero envelhecer na profissão de ator. 

 Como se imagina daqui a dez anos? 
Quero estar consagrado como ator. Quero muito poder ser um protagonista em uma novela das 9 ou das 11. Ainda não penso em casamento, mas sei que quero ter filhos. Só não tenho pressa. É um plano mais para frente, até uns 40. 

Ser protagonista é uma dos seus desejos na profissão, então?
 Gosto de desafios. O espaço para atores negros ainda é difícil. Está melhorando e já há mudanças significativas. O Lázaro e a Taís nos representam muito bem, mas ainda existe preconceito. Sonhando mais alto, também adoraria ganhar um Oscar ou um Emmy. 

 De que forma sentiu o preconceito? 
Preconceito racial existe, sim. Só que nunca levei para mim. Sentia olhares, sabe? Como fiz teatro, acho que aprendi a lidar melhor com essas questões. Já fiz Jesus Cristo, fui um Jesus Cristo negro. Neste aspecto, o teatro é democrático e a TV é mais quadradinha. Em Totalmente Demais, outra novela que fiz, a cor do personagem não estava na descrição do personagem. Gosto disso. Afinal, é uma novela contemporânea e não precisa dessa distinção para o ator. 

Diferentemente de Novo Mundo, que retrata uma outra época.
Exatamente. Nesta novela de época, faço um personagem luta contra o preconceito e vai lutar contra a escravidão. Ele nasceu livre, mas a mãe era escrava. Ele nasceu após a Lei do Ventre Livre e é jornalista. Vai lutar contra a escravidão e é abolicionista. Na atual fase da história, está apaixonado por uma menina branca. E o romance não é aceito. É um trama muito bacana. Adoro poder ajudar a contar essa história.

FONTE/QUEM

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