quarta-feira, 26 de julho de 2017

 Zezé Di Camargo e Luciano celebram 26 anos de carreira: 
"Esse casamento não acaba" 
Por Marina Bonini 
 Zezé Di Camargo e Luciano encaram cada novo trabalho nos 26 anos de carreira como um recomeço. 
A dupla falou com QUEM sobre Dois Tempo - Parte Dois, e do desafio de renovar o som.
 "Quando se tem uma carreira de 26 anos, inovar não é fácil, principalmente em um gênero que já te consagrou, que é o romântico.
 Se reinventar em tanto tempo não é fácil. 
Dois tempos foi um divisor de águas na nossa carreira. 
É uma combinação do Zezé Di Camargo e Luciano de agora com o do passado, com os modões dos anos 80", conta Zezé sobre o novo álbum que além do CD, tem um DVD com as canções gravadas em estúdio. 
 "Tem cordas, duetos de guitarras e o romantismo à flor da pele, que é a temática desde que começamos com esse sertanejo até hoje", completa Luciano. 
 A inspiração para músicas que falam de sofrimento, ciúmes e dor de cotovelo, nem sempre vem das experiências pessoais dos cantores. 
Luciano vive um feliz casamento com Flávia Fonseca há quase 14 anos e tem as gêmeas Isabella e Helena. 
Já Zezé ficou noivo recentemente da jornalista Graciele Lacerda, de quem não se desgruda. 
 "Eu e a Fau (Flávia) fazemos tantas coisas juntos, que aos olhos de algumas pessoas pode ser melação. Mas é o que somos.
 Almoçamos todos os dias no mesmo horário para estarmos juntos com as nossas filhas, sempre puxo a cadeira e abro a porta para ela, dividimos a mesma taça de vinho", conta Luciano, que também não tem do que reclamar na vida sexual.
 "Fazemos da nossa casa um motel. Todo dia tem que ter." 
 Zezé também é só elogios para a amada. "Estamos em uma fase de viajar o tempo todo junto. 
Ela vai em todo show que eu faço. Está sempre do meu lado. Virou uma companheira realmente. 
Tenho alguns hábitos com ela, como o de abrir a porta do carro. 
Brinco que quando você vê um homem abrindo a porta do carro para a mulher um dos dois é novo.
 O meu carro e a Graciele continuam novos há um tempo."
Com a vida romântica tão boa, de onde vem a inspiração para músicas que falam de sofrência?
 ZEZÉ DI CAMARGO: Não é por um estado de espírito que nós estamos que vamos cantar de um jeito. A gente sempre cantou da mesma forma, estando alegre ou estando triste. Gostamos de música romântica. Roberto Carlos e Julio Iglesias também cantam sofrência, que nem é algo novo. A sofrência é apenas uma maneira nova das pessoas expressarem o que já é cantado há muitos anos. 

 Vocês estão há 26 anos juntos. É mais fácil ou mais complicado ter uma parceria tão longa em uma dupla de irmãos? 
LUCIANO: É muito mais fácil trabalhar com irmão. A gente vê o que acontece ou aconteceu com outras duplas que não eram irmãos. Eu e o Zezé tivemos um desentendimento, que só foi visível no Brasil todo porque nós expomos, mas o nosso dia a dia é muito mais fácil porque somos irmãos. Se não fôssemos irmãos, com certeza, seria muito mais complicado passarmos pelos problemas que já passamos, tanto de agenda e de pensamento musical. 

 E nunca cogitaram parar?
ZEZÉ DI CAMARGO: Nosso casamento musical já está quase chegando a idade do meu casamento real, que já acabou (casamento de 30 anos com Zilu Godoi, com quem tem Wanessa, Camilla Camargo e Igor Camargo). Mas esse casamento não acaba. 
LUCIANO: Ele vai me aturar muito ainda! Nosso plano é fazer um quarteto. Eu e o Zezé cantando na frente e duas enfermeiras segurando a gente com injeção e balão de oxigênio atrás. Cantar a gente não para. Neste ano, ficamos mais tempo de férias, porque o Carnaval foi no começo de março, e já ficamos pensando que no ano que vem não queríamos férias. O essencial para a gente é o cantar. Esses dias eu fiz o show inteirinho com uma dor aqui do lado do rosto por causa da sinusite, mas a alegria de cantar superava tudo isso, para você ter uma ideia de quão bom é estar em cima do palco. Esses dias o Zezé cantou gripado. As pessoas nem notam. Porque é o que a gente ama fazer. Não vamos parar nunca de cantar! 

 Falando em saúde, vocês parecem estar cada vez mais em forma. Mudaram o estilo de vida? 
LUCIANO: O Zezé sempre foi fitness. Lembro que quando vim morar na casa do Zezé, ele morava no vigésimo andar. Ele subia as escadas correndo e descia. Eu sempre fui mais peguiçoso. Sou adepto das dietas. Todas as dietas que fizeram sucesso, eu já fiz. No ano de 2011, foi proibido a sibutramina no Brasil e de todas as minas (remédios com essa terminação). Parei de tomar e 2012 e tive um distúrbio. Fui para 96 quilos e percebi que estava prestando um desserviço para as pessoas porque eu falava que ninguém conseguia emagrecer sem remédios. Comecei a malhar e fazer muay thai. Confesso que detesto. Mas consigo manter uma rotina de me exercitar de duas a três vezes por semana.

 ZEZÉ DI CAMARGO: No meu caso foi exatamente a mina que me ajudou (risos). Comecei a namorar uma mina que malha muito e que me ajudou a entrar no ritmo dela... Estou acompanhando uma mina que malha bem. Mas parei um pouco de postar sobre malhação. Tenho 54 anos e uma vez postei um vídeo, às 2 horas da manhã, dizendo que depois dos 50 não era fácil malhar. Parecia que eu tinha ofendido a mãe de alguém. As pessoas me diziam que eu tinha que assumir a idade. Não me viam como um bom exemplo.

FONTE/QUEM

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