segunda-feira, 10 de julho de 2017

 Ana Hikari, de 'Malhação': 
"Não sei usar hashis, sou brasileira" 
Por Beatriz Bourroul 
Ana Hikari, de 22 anos, é destaque como a jovem Tina, uma das Five, como são chamadas as protagonistas de Malhação – Viva a Diferença.
 No bate-papo com QUEM, a atriz enaltece a chance da atual temporada da novela valorizar o empoderamento feminino e o respeito à diversidade.

 1. RADICALIZOU O VISUAL PARA MALHAÇÃO 
“No ano passado, tinha cortado os cabelos no estilo sidecut. Para chegar na cor para a novela, descolori os fios três vezes. Foi um processo longo até o rosa ideal. Retoco a cor semanalmente.”  
2. FAZ RITUAIS DE CONCENTRAÇÃO “Antes de entrar em cena, busco a concentração. Para as cenas fortes com grande carga de preconceito, tento ficar em silêncio. Costumo tapar os ouvidos e refletir sobre assuntos da minha vida.” 

3. DESCOBRIU O UNIVERSO DOS ANIMES 
“Por causa da personagem, fui conhecer os animes (animações japonesas). Ela é fã deste universo mas eu não conhecia, Me interessei em saber mais sobre o assunto.” 
 4. NAMORA NA PONTE AÉREA 
“Meu namorado mora em São Paulo e eu, no Rio. Precisamos pegar a ponte aérea para nos ver. Quando tenho folgas aos fins de semana, vou vê-lo. A saudade é gostosa.”
  5. JÁ VIVENCIOU SITUAÇÕES DE PRECONCEITO 
“Minha mãe é descendente de japoneses e meu pai é negro. Já presenciei situações chatas. Uma vez, o gerente de uma farmácia abordou meu pai pensando que ele fosse furtar algo... Em Malhação, a mãe da Tina é muito preconceituosa e acho bom que isso seja mostrado. Infelizmente, o preconceito está em toda parte. Como atriz, fico feliz com o personagem representativo na novela. Não é bacana quando escalam atores com ascendência oriental para ser o tio do ‘pastel de flango’. É uma caricatura muito chata.”

 6. NÃO SABE USAR HASHI 
“Não sei usar hashis, os palitinhos de comida japonesa. Quando vou ao restaurante, peço a borrachinha para grudá-los. Quando chega a comida, não sei o nome de nada. Gosto da culinária japonesa, mas não é minha refeição habitual. Afinal, sou brasileira.” 
7. ESTUDOU EM PORTUGAL
 “Faço Artes Cênicas na USP e passei seis meses – entre setembro de 2015 e março de 2016 – estudando em Lisboa, Portugal. Ao chegar em uma faculdade de arte na Europa, imaginava um ambiente social avançado, mas presenciei traços muito fortes de racismo. É delicado ser estrangeiro fora do Brasil.” 

 8. TRABALHOU EM CAFETERIAS 
“Embora tenha ganhado uma bolsa de estudos para estudar fora do Brasil, também trabalhei quando estive em Portugal. Trabalhei em cafeterias e vendia nariz de palhaço, afinal, comecei como clown na Caravana Suspiro.”
FONTE/QUEM

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