segunda-feira, 7 de agosto de 2017

 Anaju Dorigon: 
"Quando me arrumo fico um mulherão" 
 Por Raquel Pinheiro
 A atriz iniciou a carreira de modelo aos 3 anos.
Quem vê Anaju Dorigon nem pensa que a atriz já lutou com a balança e quase teve diabetes. 
“Aos 19 anos, fui diagnosticada com hipoglicemia reativa, que é algo muito comum, mas, meu caso foi atípico: tive um episódio muito brutal, desmaiei e tive convulsões”, lembra a atriz, que, ao terminar Malhação, em 2015, não gostou do que viu no espelho.
 “Eu, que sempre fui magrinha, me descuidei da hipoglicemia. 
Estava inchada, com excesso de insulina no corpo. 
Passei a me alimentar corretamente, virei vegetariana, e me dediquei à atividade física com total afinco”, conta ela, que perdeu dez quilos e, hoje, se prepara para uma maratona. 
 A paixão pela corrida é antiga e veio a calhar quando ela virou embaixadora de uma marca esportiva.
 “Em março, foram 12 quilômetros no Chile, e, neste domingo (30), corro 21 na Colômbia. 
Aí, em setembro, vem a Maratona de Berlim, com seus 42”, empolga-se Anaju, 23. 
Para dar conta de tanto chão, ela, que ainda faz ioga, mantém os treinos até viajando. 
“Uso as academias dos hotéis. Graças a Deus meus joelhos aguentam”, brinca.
 Corredora, anaju gosta de treinar ao ar livre e só usa a esteira quando viaja 
 Ex-miss, ela defende os concursos: “Tem de ter um conjunto de qualidades” 

 Com 1,70 metros e 51 quilos, ela tem corpo de modelo, carreira que começou aos 3 anos. 
Aos 13, veio a virada na vida da adolescente de Campinas criada em Valinhos, interior paulista. 
“Fui convidada para o Miss Teen São Paulo e venci. 
Dormi de faixa e coroa de miss”, lembra ela, que ganhou o Miss Teen Brasil. 
“Representei o país no Miss Teen América do Sul e Miss Teen Universo, no Equador”, diz Anaju, que levou os títulos e se aposentou aos 18.
 “Queria ser atriz”, explica. Anaju defende os concursos de beleza, bem criticados. 
“Existe uma grande diferença entre os nacionais e os internacionais. 
Na América Latina, a parte estética é 20%.
 Você tem de ter um conjunto de qualidades e é obrigatório participar de um projeto social”, explica ela que, em um deles, na Colômbia, trabalhou pela conscientização dos jovens sobre a AIDS. 
 Nos concursos ela tinha a companhia dos pais, a pedagoga Rosana Dorigon, 51, e o consultor Fábio Pereira, 53. 
Anaju fez parte do Ensino Médio a distância e, de tanto viajar por países de língua espanhola, aprendeu o idioma e se apaixonou pela cultura latina.
 “Não sei se é coisa de outra vida, mas tenho ascedência espanhola e sempre fui louca por salsa. 
Estava cansada de Despacito antes de chegar aqui”, diz ela, que chegou a rodar um filme em espanhol, Jesus de Nazareth, ano passado. 
 A atriz é a mocinha Dulcinéa de Belaventura, trama da Record, e disfarça quando o assunto é namoro. 
“Deixa para lá, por favor!”, pede ela, que, desde pequena, abria os armários de casa, colocava salto e echarpe e passava maquiagem. 
“Ana Júlia sempre foi dramática”, diverte-se Fábio. 
“A gente entendeu mais tarde que ela usaria aquilo na profissão. 
Minha filha é extremamente responsável, muito comprometida e vai de cabeça, corpo, alma, coração e tudo o que tem” diz o consultor, que apoiou a filha quando ela foi estudar na filial da New York Film Academy, em Los Angeles.
 Anaju com os pais, Rosana e fábio, que sempre apoiaram a carreira da filha 
“Fiquei um ano lá. Na volta, fiz testes para a Globo e comecei a trabalhar”, diz Anaju, que mudou para o Rio. 
“Eu era muito paulista. Era da noite e usava muito preto. 
Me descobri no Rio”, explica ela, que não abraçou totalmente a informalidade da cidade.
 “Vou trabalhar de salto, o que é comum em São Paulo e aqui não. 
Quem me conhece sabe que faço 90% das minhas coisas de salto, vou pro shopping com um rimelzinho e batom...
 Amo make! Mas me seguro, porque, se deixar, quando me arrumo fico um mulherão”, diz. 
Nas redes socias os fãs pedem dicas de estilo. 
“A internet é uma bênção na minha vida.
 Até hoje, fico pasma com a quantidade de amor que recebo”, diz ela, que chama as fãs de “marida” e toma muito cuidado com o que faz na web.
 “Me sinto responsável pelo que escrevo. 
Tenho dois milhões de seguidores e procuro guardar para mim, por exemplo, o que acho da política. 
Como artista, nos é dada uma voz. Ninguém é obrigado a usá-la. Mas, se o fizer, há consequências. 
Antes de falar algo na internet, pense e saiba respeitar os outros”, ensina.
FONTE/QUEM

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